terça-feira, 1 de maio de 2012

Enfim, O fim!

 Primeiramente, essa crítica contém partes do enredo, caso não queira saber, não continue a ler. Se quiser a tradução do livro, pode acessar o site HPDH clicando aqui. Harry Potter and Deathly Hallows - As Relíquias da Morte Finalmente no dia 21 de Julho, o sétimo e último livro da série Harry Potter foi lançado. Porém desde de o dia 17 já era possível encontrá-lo na internet, fotografado por um fã que conseguiu ter acesso ao mesmo antes do lançamento mundial. Sobre o livro, tenho muito a falar. Primeiramente que o ritmo e o enredo não deixam nada a desejar, é de tirar o fôlego. A Seqüência da história não se perde em nenhum momento, deixando a todos um gostinho de 'quero mais' ao terminar de ler um capítulo. Segundo que finalmente Harry e os combatentes da Ordem da Fênix utilizam maldições imperdoáveis, fazendo com que ambos lados agora lutem em pé de igualdade, o que deixa a trama mais atraente, pois eu já estava cansada de ver a Ordem apanhar sempre. Terceiro que muitas personagens tiveram mudanças abruptas; percebemos uma nítida evolução na magia e poderes de Harry, que sempre ficou muito atrás de Herminone, mas Rony e Neville talvez tenham sido as personagens que mais me surpreenderam. Ambos tiveram uma participação intensa a ponto de se livrarem do rótulo de bruxo 'pouco habilidoso', como aconteceu nos outros livros. Senti um de pouco falta da participação de minha querida Luna, que ficou um pouco apagada na trama devido ao espaço ocupado por Longbotton, mas J.K. Rowling está perdoada porque eu simplesmente amei a evolução do Neville. Lógico que a carnificina me deixou chateada, mas creio que nenhum personagem que tenha morrido interferiu no desenvolvimento da trama, até porque as principais mortes ocorreram na batalha final, o que já as tornam de um certo modo heróicas. Sobre a história em si, creio que ficaram faltando respostas à algumas perguntas, que ao menos nas traduções feita pelos fãs, eu não consegui ler, como: - O que tem afinal os olhos verdes de Harry? - O que os pais de Harry faziam para sobreviver? - Mesmo que Snape tenha sido inocentado, isso não o onera da culpa de ter avisado Voldemort e o feito matar vários bruxos os dedurando. - Quem era o trouxa (segundo informações ja própria J.K.) que iria praticar magia mais tarde, em uma situação desesperadora? - E o Olhar de Triunfo no cálice? [ A PARTIR DE AGORA CONTÉM SPOILLERS - PARTES SOBRE O LIVRO] Posso até deduzir algumas, como os olhos fazerem Snape lembrar de Lilian, ou ainda as mortes tenham feito parte do plano de Dumbledore e Voldemort, e ainda o olhar de triunfo por que Voldemort utiliza o sangue de Harry pra ressucitar (mais tarde se mostra como algo que o prende a vida). Algumas outras perguntas foram respondidas de forma geniais, ou nem tanto; como as previsíveis respostas de: RAB é Regulus Black e Harry é de fato uma Horcrux. E Lógico, a mais importante, Snape é inocente, e matar Dumbledore fazia parte de um plano dos dois, já que o tempo de vida do Diretor já estava acabando pelo fato dele ter destruído o anel (Horcrux) de Riddle. Eu gostei muito da Batalha final, onde finalmente Harry encara Voldemort, sem que o bruxo tenha algum Horcrux para lhe defender. Gostei da morte do Lorde das Trevas, mesmo tendo ficado um pouco pesarosa pelo feitiço que Harry usou para matá-lo ter sido um "Expelliarmus" (na verdade o Aveda do próprio Voldemort chicoteou e voltou contra si próprio). Sobre as relíquias mortais, tenho pouco a comentar, na verdade só vi utilidade para a varinha anciã (melhor varinha bruxa), já que era o que Voldemort almejava, porém o pomo ou pedra (depende da tradução) da ressureição não fez muita coisa (ou tenha feito e as traduções não tenham me permitido entender), pois fiquei na dúvida se os mortos (Sirius, Lilian , Thiago e Lupin) apareceram para o Harry quando o mesmo estava em posse da pedra, e se o lugar ao qual Dumbledore conversou com Harry foi resultado também dessa relíquia. A capa da invisibilidade, sendo a terceira relíquia, foi a menos falada, já que esteve em posse de Harry o tempo todo. Na verdade a capa foi passada de geração em geração, indicando que Harry seja parente de Peverell (irmãos famosos de um livro de contos para bruxos), e não de Gryffindor, como todos pensaram. Sobre os romances, creio que J.K. resolveu dar um gostinho para os amantes de Harry & Mione, ja que dedicou alguns capítulos somente para os dois, após a briga com Rony, onde notamos um certo clima entre ambos (que mais tarde é esclarecido por Harry como "amor entre irmãos"). Na verdade desde o Enigma do Príncipe, já estava indicado quem ficaria com quem, e não havia chances de mudar isso. Fiquei triste por não ler nada sobre Luna no Epílogo, que eu achei que poderia ter sido melhor elaborado para sabermos mais sobre outros personagens. Na batalha em Horgwarts, creio que o melhor capítulo, vemos a volta de toda a Armada de Dumbledore, da Ordem, e de vários conhecidos de Harry que decidem lutar ao seu lado (Abeforth, a avó de Neville). Senti que Gina também ficou um pouco apagada na trama, já que realmente J.K. quis que somente o trio estivesse ao lado de Harry, salvo na batalha final, onde Harry novamente a poupou dos acontecimentos mais importantes. Na ordem de aparecimento das Horcrux e sua destruição temos: O diário ( na câmara secreta, destruído por Harry), o anel (na cabana dos Gaunt, destruído por Dumbledore), o medalhão (estava com mundungo e foi recuperado por Mostro, destruído por Rony), a taça (no cofre dos Lestrange em Gringotes, destruído por Hermione), a tiara/diadema de Ravenclaw (na sala precisa, dentro do armário semidouro, e na confusão, foi destruído por Crabbe), a cobra (por Neville) e o próprio Harry (por Voldemort). Se contarmos, temos sete horcrux mais a alma do Riddle. O que impedia Voldemort de criar mais horcrux, é que a divisão da alma tem um limite, que seria os sete já criado. Na verdade, fiquei em dúvida contanto a isso, pois se Harry é uma horcrux, teríamos (somado a alma de Voldemort) oito horcrux, a não ser que não contemos a alma dele como uma, o que acho estranho já que o próprio Tom Riddle a considerava como a sétima, visto não ter tentado criar mais nenhuma, sem saber que acidentalmente havia feito de Harry uma de suas horcrux. Na verdade, o fato de Harry ser uma parte da alma de Voldemort se mostra mais como uma salvação do que como uma maldição, já que mesmo sendo morto pelo bruxo, apenas a Horcrux é quem foi destruída. Talvez a morte que mais tenha sido sentida por Voldemort tenha sido a de Bellatrix (morta honradamente por Molly), porém não vi o bruxo se doendo por nenhum outro comensal morto. Deu a entender que os Malfoy não sofreram nenhuma punição, mesmo tendo sido comensais da morte. Draco aparece casado no epílogo, e é ao menos educado com Harry, mas creio que nenhuma amizade surgiu entre eles (como se fosse possível). Não vimos onde Harry, Rony, Hermione ou Gina trabalha, ou o que fazem, mas ambos tiveram filhos e estão felizes, parecendo que finalmente o mundo bruxo está em paz. No geral, foi um ótimo livro, intenso, com muitas lutas, mortes e destruição, um fim digno de Harry Potter, pra ninguém botar defeito. E eu ainda espero 'Hogwarts, uma história".